Sempre imagino um dia de expediente numa loja como um show, um espetáculo, em que os vendedores são os atores. Os atores precisam está ensaiados, preparados, animados, precisam contagiar a plateia (clientes), sentirem orgulho de fazer parte daquela Companhia (empresa), precisam passar a mensagem certa.
Montar esse espetáculo não é algo rápido nem fácil. É algo construído com esforço, planejamento, sempre pensando nas modificações necessárias e onde se pode melhorar. Esse planejamento até acontece, muitas vezes focado nas finanças do show, no cenário (estrutura física da loja), no figurino (produtos em si), mas pouco se pensa nos atores.
Dificuldade para encontrar um vendedor, atendimento rude e longas filas no caixa foram as três principais causas de insatisfação entre os consumidores americanos, de acordo com o recente estudo Shoppers at risk: retail dissatisfaction (Consumidores em risco: insatisfação no varejo), conduzido pela Wharton School of Business, da Universidade da Pensilvânia, e a consultoria The Verde Group.
Esses três problemas estão diretamente ligados à gestão de pessoal dentro da organização. Os vendedores precisam ter a mesma identidade da loja e os valores semelhantes. Eles precisam se sentir como parte daquele projeto. E isto se consegue com um processo seletivo eficiente, com um acolhimento que faça o funcionário entender a lógica da empresa, e principalmente com treinamentos constantes, tanto técnicos, quanto motivacionais.
Fazer investimentos nesse sentido, demanda dos empresários e gestores uma visão de futuro, pois não se tem um retorno financeiro imediato, mas certamente, a probabilidade da empresa se manter no mercado, será muito maior.


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